sábado, novembro 25, 2006

A pesquisa que não foi: alguns resultados preliminares



A principal causa dos problemas são as soluções.

As falhas de projeto andam sempre em grupos.

Para cada ação existe uma crítica igual e no sentido contrário.

Se tudo o mais falhar, siga as instruções.

O que importa é o nome que você dá aos fatos, não os fatos em si.

As pessoas aceitarão sua idéia muito mais facilmente se você disser a elas que quem a criou foi Albert Einstein (ou Marc loch, ou Michel Foulcault, ou Lucien Fevbre, ou...)

Independente do resultado de uma experiência, existirá sempre alguém querendo:
1. Interpretar a experiência incorretamente
2. Falsificar sua experiência ou
3. Acreditar que ela justifica a sua própria teoria.

Uma vez que um trabalho foi estragado, qualquer coisa feita para melhorá-lo vai torná-lo pior.

Uma determinada quantidade de pesquisa tende a suportar sua teoria.

Se os fatos não comprovam sua teoria, despreze-os.

segunda-feira, novembro 20, 2006

20/11 - Hoje é dia de entregar o TCE!

Alg(Uma)s imagens valem mais que mil palavras.

Agora só falta imprimir os agradecimentos.



Cadê o anexo III da página 114?



Acho que vamos precisar de uma espiral maior


Talvez até o fim de semana eu entregue as correções.



Algo me diz que a encadernação deste trabalho não está perfeita...



No fim das contas, vai tudo terminar em churrasco... de livros.

terça-feira, novembro 14, 2006

O Bom, o Estúpido e os Jacús



Mais um dia interessante em Jacú City, a cidade onde tudo acontece.

Todos conhecem ou deveriam conhecer a avenida JK, aquela da catedral, dos Santos Anjos e do Expresso. Todos sabem ou deveriam saber que a faixa da direita do lado da catedral, sentido centro, é uma faixa exclusiva para circulação de ônibus. Todos compreendem, ou deveriam compreender que o significado da palavra exclusivo é 'ninguém exceto o ônibus pode circular'. Então, porque alguns motoristas de Jacú City insistem em ignorar veementemente o tal aviso? Talvez esta história (ou será estória, devia perguntar pro David) ajude a responder a esta questão.
Todos os que conhecem um pouco da cultura Jacú sabem, ou deveriam saber, que Jacú não respeita nada nem ninguém, exceto o próprio falo (carro). Pois vinha eu, como nos últimos quatro anos, em direção à UNICÚ, utilizando-me do sistema integrado de transporte coletivo urbano de Jacú City quando, na altura do segundo sinaleiro da JK (que em trezentos metros têm três sinaleiros), dizia eu, nosso alegre busão, vindo em velocidade moderada quando a faixa do centro parou. Um Jacú, utilizando-se de seu falo (carro), um Gol cinza ou prateado, resolveu que parar não era uma atitude digna de um autêntico Jacú. Resolveu agir como um imbecil, aliás, como qualquer imbecil faz ou deveria fazer: cortou a frente do zarco e causou um acidente.
Aqui entra o Bom da história. O motorista do ônibus conseguiu parar antes de causar um acidente que poderia ter destruído três ou quatro falos (carros). O Estúpido, nosso segundo personagem, obviamente agiu como qualquer Jacú agiria, ou deveria agir: fugiu, vazou, foi embora. Uma senhora dentro do ônibus não conseguiu se segurar e machucou o braço na queda. O motorista, mais uma vez, em vez de prosseguir a viagem, como qualquer Jacú faria ou deveria fazer, agiu como um ser humano: chamou a ambulância e esperou o socorro. Veio uma viatura da polícia.
Agora vem a parte mais interessante da história. Enquanto nossos nobres policiais, que não eram da cidade, e não sabiam nem mesmo onde estavam, discutiam, o Estúpido fugiu. Não sabiam nem mesmo onde era o Hospital mais próximo, embora existam dois num raio de um quilômetro.
A que conclusão chegamos ao final deste singelo conto?
1) Ser Jacú nesta cidade vale muito a pena;
2) Os que deveriam inibir o comportamento Jacú não sabem nem mesmo onde fica o hospital;
3) Ainda existem pessoas que, como o motorista do ônibus, mantiveram uma educação e uma atitude frente aos problemas da vida que os capacita para manter funcionando uma sociedade que, a cada dia que passa, se torna, ou deveria se tornar, mais e mais Jacú.

sexta-feira, novembro 10, 2006

Uma semana para entrar na História





Esta semana têm sido fantástica aqui em Jacú City, em todos os sentidos.

Segunda Feira fomos liberados mais cedo da UNICÚ, por motivos... que não vale a pena comentar;
Terça Feira, bem, na terça vimos duas oficinas que, como de praxe, não eram oficinas e uma aula simulada. Tudo isso até as 10:30, como é usual, e com sete pessoas contadas na sala;
Quarta foi o ápice. Primeiro, o computador da professora deu pau e ela deu aula seguindo o plano B. Primeiro, toca o celular de um aluno. Reprovação geral, até mesmo da regente, e uma voz se ergue entre os alunos, que dizia: Jacúuuuuuuuuuuu.....


Quando todos pensaram que este foi um incidente isolado, eis que se ergue entre a classe um som diferente, agudo, chamativo. O celular da professora. O jacúuuuuuuuu se ergue novamente, e só silencia quando a professora avisa:
-Silêncio, estou falando com DEUS!
Diálogo imaginário entre a professora e DEUS, que por acaso também é reitor da UNICÚ:
- Alô, aqui quem fala é Deus!
-Deus, eu não posso atendê-lo agora, estou no meio de uma aula.
-Eu sei, afinal sou onisciente.
Quinta feira, bom, quinta não teve aula, mas nós fomos até Rio Negrinho em busca de mais subsídios para a pesquisa que não foi. Agora estamos cada vez mais perto do dossiê final contra as atividades de uma companhia que podia fazer artigos de papel, de uma localidade que podia se chamar de Fazenda Pernilongo, e cujo objetivo é criar na região um Estabelecimento Depositário da História.
Sexta está começando agora; sente a trilha sonora da biblioteca:
WHHHHHHHHHHHHHHHHHHIIIIIILLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL (Uma makita cortando mármore no banheiro)

PáPáPáPáPáPáPáPáPáPáPáPáPáPáPáPowPowPow
PáPáPáPáPáPáPáPáPáPáPáPáPáPáPáPáPáPáPáPáPáPáPáPáPá
PáPáPáPáPáPá (Um martelo batendo na parede do banheiro)
E tudo isto por apenas R$ 478,00 ao mês.
PowPowPowPow
PowPow
Pow
PowPow
Pow
PowPowPowPowPowPowPowPow.

quarta-feira, novembro 08, 2006

Crianças Afogadas em lago particular em São José, Jacu State



A desgraça do nosso estado é essa educação Jacú que estamos dando para as crianças.
O que elas foram fazer dentro de um sítio cercado, fora roubar goiabas e andar no pedalinho?
Quem dentre nós não sabe que não se pode entrar na propriedade dos outros sem convite ou permissão?
Isso minha mãe me ensinou.
O que é necessário para evitar que este tipo de coisa ocorra novamente? Cercar a propriedade com muros de três metros, eletrificado e com sentinelas?
A melhor cerca contra os perigos do mundo hoje em dia ainda é o conhecimento.
Educação podia ter salvo estas vidas.