segunda-feira, março 27, 2006

Manual do Usuário do Sistema Integrado de Transporte Coletivo Urbano de Jacú City




Devido aos dezenas de milhares de e-mails e cartas iradas para esta redação, indignados com o fato extremo deste colunista ter se atrevido a andar de Pega Fácil, estamos disponibilizando aos usuários do Outro sistema um manual de sobrevivência.

Unidade Um - Preparativos para esperar a condução

1)Ao acordar, às duas da manhã, você toma café, se arruma e vai esperar o zarco no ponto mais próximo. Após quinze minutos de espera, você dispara esta para o coitado que está ao seu lado:

a) Esta merda de ônibus sempre demora assim, é?
b) Sabe aonde têm algum ponto de moto-taxi?
c) Juro que este ano ainda eu começo o consórcio de uma Titan.

2) Às seis horas da tarde o Paranaguamirim via Rio Velho passa em seu ponto e não para. Atrás dele, vêm o micro-ônibus que faz a linha do Morro do Amaral, socado até não poder mais. Ao chegar ao terminal do Itaum, você vai:

a) Ao banheiro vomitar.
b) A cabine do porteiro, que não tem nada a ver com a história, reclamar.
c) Correr pra não perder o João Ramalho, que é o último, e depois só 9 horas.

3) Ao chegar no ponto, o ônibus já está apontando lá na rua quando você percebe que esqueceu de desligar o secador de cabelos da tomada. O que você diz pro motorista?

a) Segura um pouquinho que eu vou ali no bar trocar esta nota de 50 e já volto;
b) Bom dia, dá pra esperar um pouquinho enquanto eu vou lá em casa desligar o secador de cabelos?
c) Se não esperar, eu te entrego.

4) Uma velhinha de oitenta anos pede a sua ajuda para carregar o rancho do mês, já que ela não paga passagem e pode comprar tudo lá no Angeloni. Você:

a) Entra com as compras da velhinha pela porta de trás, e já fica por ali.
b) Desculpa-se com ela, mas seu ônibus é o outro, que vai pro lado oposto da cidade.
c) Manda a velha se catar, deixar de ser Jacú e passar a comprar no seu bairro, em vez de ficar passeando de ônibus pela cidade, sobrecarregando as empresas de transporte coletivo e o bolso do usuário pagante.

Unidade Dois - Durante a viagem

1) Um senhor de cerca de noventa anos, cego, surdo, mudo, paralítico e esclerosado entra no ônibus, e o único banco vago para portadores de necessidades especiais é aquele que você ocupa. Você:

a) Vira pro lado, começa a roncar e até baba.
b) Tira um livro da mala e finge que lê até o final da viagem.
c) Começa a discutir com os outros passageiros sobre a palavra preferencial, que designa o seu assento, e convece a todos que a preferência é sempre de quem chega primeiro.

2) O ônibus está abarrotado até o teto, e você está sentado lá na frente, precisando descer no próximo ponto. Você:

a) Fala com o motorista, solta dois real na mão dele e desce pela frente mesmo.
b) Passa a catraca, empurra meio mundo e vai dizendo: vamo dá um passinho pra trás, por favor...
c) Desce quando o ônibus voltar, já que ele é circular.

3) Seis horas da tarde, terminal do centro, nada de aparecer o Tupy Norte que vai levá-lo para a Unicú. O que parecia ser uma espera solitária torna-se um inferno quando umas duzentas pessoas esperam pela mesma condução. Como conseguir um lugar DENTRO do ônibus?

a) Abre os braços e fica acompanhando o movimento do ônibus, enquanto o FDP do motorista manobra;
b) Mete a mãozona no corrimão e já vai entrando, sem esperar pela descida dos demais passageiros;
c) Não entra e pega o Linha Direta que para logo atrás, e ainda por cima não avisa ninguém, que é pra esse povo parar de ser jacú.

4) Lugar de bilhete usado é:

a) Na janela.
b) No chão.
c) Em casa, sou colecionador.

5) Qual destes itens é proibido consumir dentro de um ônibus lotado?

a) Tangerina.
b) Sorvetão Americano.
c) Biluzitos.

6) Qual o pior horário para se utilizar do sitema de transporte coletivo, devido à sua precariedade?

a) Entre 1 hora e 4 horas da manhã.
b) Entre 4 horas da manhã e meia noite.
c) Ambas as alternativas estão corretas.

7) Quem deveria pagar pelo passe livre dos estudantes? (essa é pro MJD)

a) O Bogo e o Harger (há, há, há...).
b) A prefeitura Municipal, em parceria com o governo Estadual e a União (há, há, há...).
c) Se é livre, porque pagar?

Esperamos que este singelo questionário tenha resolvido suas dúvidas mais freqüentes sobre o Sistema Integrado de Transporte Coletivo Urbano de Joinville. Em breve, teremos um manual de sobrevivência do ciclista, se o demolidor da moral deixar de ser vadio e escreve-lo.

terça-feira, março 21, 2006

Eu andei de Pega Fácil!




Nesta semana, enquanto resolvia meus problemas estagiais (vide verbete Iara), passando pela avenida JK (aquele da Globo), no centro de Jacú City, já próximo ao ponto onde aguardaria minha tão sonhada condução, que me levaria ao mundo de conhecimento e informação da zona Norte, a Unicú, percebi a aproximação sorrateira de um veículo de tranporte seletivo: o Pega Fácil. Inconscientemente, ergui a mão direita, e qual não foi minha suspresa ao ver o ônibus parar ao meu lado e abrir a porta!
Emocionado, adentrei nos degraus que me separariam definitivamente daquela metade da humanidade que utiliza-se de transporte coletivo convencional, apertado, quente e demorado, e me vi num ônibus vazio, com som ambiente, ar condicionado, umas poltronas vagas e até cortinas. Era o início de uma viagem sem volta rumo ao mundo dos Jacús, do qual orgulhosamente faço parte agora, como membro honorário da confraria que utiliza-se do sistema seletivo.
O que mais chama a atenção dentro do Pega Fácil é a ausência de linhas cortando os bairros ditos periféricos de Jacú City: não existe nenhum zarco ligando o Panagua ao Espinheiros ou o Itinga ao Morro do Meio, por exemplo. Apenas alguns bairros habitados pela classe média jacutiana têm acesso a tão singular serviço de transporte. A estes, ouvintes e admiradores de Beto Gebailli, destina-se esta maravilha do sistema de trasporte de Jacú City. Isto comprova a minha tese de que a cidade precisaria de dois museus de Imigração para contar a história de sua gente: um, o museu Nacional de Imigração e Colonização, onde se veria tudo aquilo que se relaciona com a história dos usuários do transporte seletivo; o segundo, o MIP, destinado àqueles que utilizam-se do sistema convencional, incluindo-se aqui o Linha Direta seis horas da manhã e as barras circulares.
Outra característica admirável de tal empreendimento dos transportes é a ausência de locais de paradas específicos, onde se aglomerariam os espectantes usuários do sistema. Vale lembrar que ponto de parada com aglomeração só para aqueles que esperam os velhos fretamentos que ligam a esquina de sua rua ao seu local de trabalho. Qyem utiliza o pega Fácil não quer ser confundido com quem espera o fretamento da Embraco às duas da manhã, encostado no poste da esquina com mais uns quinze camaradas.
Por fim, vale lembrar que o valor da tarifa não é tão alto assim, apenas 2,40, o mesmo preço da passagem embarcada de quem utiliza-se do sistema convencional. Assim, você Jacú, que todo santo dia esquece de comprar a passagem antes de adentrar no ônibus, poderia utilizar o transporte seletivo, andar com seus semelhantes, e viver, assim como eu, um dia junto à metade superior da humanidade, nem que seja dentro do ônibus.

segunda-feira, março 13, 2006

Afinal de contas, o que faz de um Jacú, jacú?


Recentemente, a imprensa brasileira buzinou acerca do episódio envolvendo um general brasileiro, Francisco Albuquerque, acusado de utilizar o seu 'cargo' para evitar a decolagem de um jato da TAM, retirar um casal de passageiros do avião e embarcar em seu lugar. Muito foi dito sobre o assunto: que o general utilizou de sua pretensa autoridade para conseguir favores da empresa aérea, que a empresa aérea errou ao ceder à pressão do mesmo, que este tipo de atitude é típica dos tempos ditatoriais, e não têm lugar em um país democrático e civilizado como o Brasil. Estou certo? Errado! O general agiu como um defensor da cultura Jacú; ele não foi prepotente, foi Jacú; não utilizou de pressão espúria para conseguir o que queria, mas antes agiu conforme a milenar cultura Jacú, que permeeia toda a existência de um verdadeiro cidadão de Jacú City.
Por isso, esta publicação defende que o senhor general seja declarado Cidadão Honorário de Jacú City. Aqui em nossa amada cidade, ele se sentiria em casa. Ao demonstrar toda o seu comprometimento com a defesa dos valores e da cultura Jacú, Francisco Albuquerque fez juz à sua indicação a tão meritório título.
Um verdadeiro Jacú nunca pensa nos outros, ou na consequência de seus atos, e nisto o general demonstrou ser perito. Um verdadeiro Jacú é imediatista, não respeita horários, não subordina-se a regras, não considera nada ou ninguém que não seja ele mesmo ou seus próximos. Um verdadeiro Jacú não sabe que o mundo mudou, considera-se a metade superior da humanidade, a quem nada é proibido e tudo é permitido. Além do mais, um verdadeiro Jacú jamais deixaria que um simples probleminha atrapalhasse sua vontade única e soberana: sempre dá-se um jeito. O verdadeiro Jacú leva vantagem em tudo, ainda que para isso tenha que subverter a lei e a ordem, tenha que roubar, mentir, matar, enganar. Um verdadeiro Jacú não aceita que existam outras pessoas no mundo, com direitos que cerceiam os seus, pois ele é o centro do mesmo e não pode admitir limites. Por fim, o verdadeiro Jacú é produto de quatro décadas de crise de valores, onde a lei ou a autoridade são vergonhosas para aquele que a exerce.
Num mundo onde todo e qualquer valor tradicional perde o sentido, é estranho que as pessoas sintam-se atingidas quando um destes valores é transgredido por alguém. Derrubamos todos os limites, em nome da liberadade, mas descobrimos que esta liberdade não nos trouxe mais felicidade. Vivemos com medo, porque permitimos que aqueles que transgridem as regras de convivência andem impunemente. E fazemos isto em nome de uma liberdade que parece só existir para os jacús.

sábado, janeiro 14, 2006

O que seu vereador andou fazendo ano passado?


Como a falta do que fazer anda me afligindo, resolvi, apenas por curiosidade, dar uma visitadinha o endereço eletrônico da Câmara de Vereadores de Jacu City. Nosso interesse: simples, queríamos saber o que nossos representantes estiveram fazendo ano passado. Aqui estão apenas os projetos apresentados que mais chamaram a atenção devido à sua incrível relevância para a vida jacutiana.


Situação: Aprovado
Autor: Vereador Carmelina Alves Filha Barjona - PP .
Trâmite: 29/11/2005
Ementa Dispõe sobre bíblias em braile e/ou em gravações na Biblioteca Pública Municipal e Bibliotecas Escolares.

Art. 1º A Biblioteca Pública Municipal e bibliotecas escolares deverão disponibilizar Bíblias Sagradas em braille ou em gravação em CD e K7 para os deficientes visuais.
Art. 2º As Bíblias Sagradas em braille estarão em local de fácil acesso dentro das bibliotecas, se possível, em locais adapatados para esse tipo de leitura.
Art. 3º O Executivo regulamentará a presente lei, no prazo de 60 (sessenta) dias, contadas a partir da data de sua publicação.
Art. 4º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Pergunta: Porque exatamente Bíblias Sagradas em Braile? Porque não livros interessantes como O que é História? e O Príncipe? Deve ter vindo da bancada evangélica, que acha que os deficientes visuais vão conseguir ir até a biblioteca (não porque lhes falte capacidade, mas pela incrível falte de condições das calçadas, vias públicas e meios de transporte para eles) para ler a Bíblia e louvar o senhor. com o perdão do trocadilho, na situação da biblioteca Pública só cego pode ir até lá e ler.

Autor: VereadorJosé Cardozo - PPS .
Trâmite: 07/04/2005
Ementa Dispõe sobre a pintura de faixa amarela 50 metros antes de todo radar eletrônico, lombadas eletrônicas e "pardais" no Município de Joinville.

Esta serve para avisar os filhinhos de papai em seus Golfs, Tempras e Audis tunados onde devem frear para não ganharem mais uma fotinho por trás do carro via correio. Jacu não lê as placas de aviso?

Situação: Parecer Autor: VereadorJosé Cardozo - PPS .

Trâmite: 14/04/2005
Ementa Dispõe sobre a regulamentação do estacionamento de veículos de transporte escolar defronte às escolas.

Texto A Câmara de Vereadores de Joinville aprovou e eu sanciono a presente Lei.

Art. 1 º . Serão reservadas vagas exclusivas de estacionamento destinadas a veículos de transporte escolar defronte às escolas nas horas de entrada e saída dos estudantes, ficando livre o estacionamento nos demais horários
Art. 2 º . Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Essa me deixou indignado: querem acabar com uma instituição jacutiana legítima, a fila dupla de estacionamento na frente do Santos Anjos e do Bom Jesus. O artigo terceiro deveria constar: Autorizamos o uso de força excessiva por parte dos motoristas de ônibus caso algum perueiro esteja parado em frente ao colégio atrapalhando o bom fluxo da Princesa Isabel e da JK.

Situação: Aprovado
Autor: VereadorMarcos Aurélio Fernandes - PT .
Trâmite: 29/11/2005
Ementa Institui o Programa "Poesia no Ônibus" e dá outras providências.
Texto Art. 1º Fica instituído o Programa “Poesia no Ônibus”, no Município de Joinville.
Art. 2º O Programa “Poesia no Ônibus” compreenderá a divulgação de poemas, através de sua veiculação no sistema de transporte coletivo da cidade.
Art. 3º O Programa “Poesia no Ônibus” poderá realizar concurso público anual para seleção dos poemas, no 1º trimestre de cada ano.
§ 1º O concurso público de que trata o caput deste artigo terá regulamentação própria.
§ 2º Para implementar o programa instituído por esta lei, o Poder Executivo buscará a ação integrada de todas as secretarias municipais, cujas competências estejam afetas aos objetivos do programa, bem como garantirão a participação de representantes da área cultural, escolas, universidades e da sociedade civil na definição de poemas a serem divulgados.
§ 3º Fica reservado ao Executivo Municipal o direito de veicular poemas, inéditos ou não, de autores já consagrados.
§ 4º Para implantar o programa, poderá o Executivo Municipal:
I – utilizar recursos próprios ou celebrar termos de convênio ou cooperação com a iniciativa privada, obedecidas as exigências legais pertinentes;
II – promover intercâmbio com outras instituições que desenvolvem programas similares.

O eminente vereador Marco Aurélio nunca andou de ônibus: em primeiro lugar, Jacú não lê nem manual de instruções de instalação de parabólica, quanto mais poesia. Em segundo lugar, já viu a quantidade de gente por metro quadrado que se expreme no Bom Retiro a partir das 18 horas, sem contar os dezenas de alimentadores espalhados pelos terminais; como é que eu vou enxergar a poesia grudada na porta se a prioridade é sobreviver até o ponto final? O projeto deveria ser modificado para: Poesia no Ponto: como o zarco demora muito em determinadas regiões da cidade, o jacú pode aumentar seu nível de Cultura lendo poesias enquanto espera sua condução.

Situação: Parecer
Autor: VereadorJosé Cardozo - PPS .
Trâmite: 23/06/2005
Ementa Institui o uso obrigatório de coletes a prova de bala para trabalhadores da área de vigilância que utilizam armas de fogo. Texto PROJETO DE LEI N º /2005

„Institui o uso obrigatório de coletes a prova de bala para trabalhadores da área de vigilância que utilizam armas de fogo“

A Câmara de Vereadores de Joinville aprovou e eu sanciono a presente Lei.
Art. 1 º . Art. 1º Institui para o município de Joinville, o uso obrigatório de colete a prova de bala para trabalhadores da área de vigilância que utilizam armas de fogo em sua atividade laboral.
Art. 2 º . O colete a prova de bala deve seguir a Norma NIJ 0101.3, oriunda de fabricante registrado pelo Exército.Parágrafo único : As despesas decorrentes da aquisição dos referidos coletes deverão ser custeados pelas empresas.
Art. 3 º . Ao empregador infrator do artigo 1º da presente lei, será aplicada multa de 10 UPM, dobrando em caso de reincidência, e concedido prazo de 30 dias para a sua regularização.
Parágrafo único : No caso de persistência da situação de irregularidade, ultrapassado o prazo legal, a empresa de vigilância será interditada.
Art. 4º. Essa lei entra em vigor na data da sua aprovação.

Nada de errado com essa lei,mas o único que não vai gostar é o negão: terno, gravata, colete à prova de balas e um procurador filho da puta? É demais.

Situação: Parecer
Autor: VereadorDarci de Matos .
Trâmite: 01/07/2005
Ementa Dispõe sobre a proibição de veicular propagandas e material pornográfico em publicações e periódicos no Município de Joinville, e dá outras providências.

Outra da bancada evangélica; só falta proibir a Playboy.

Situação: Parecer
Autor: VereadorJosé Cardozo - PPS .
Trâmite: 03/08/2005

Institui Obrigatoriedade da Instalação de Telefones para Portadores de Deficiência Auditiva nos Shoppings, Hospitais, Terminais de ônibus Urbanos e Órgãos Públicos Municipais.


Telefone significa ouvir à distância. O que é um telefone para deficientes auditivos?

Situação: Parecer
Autor: VereadorAdilson Mariano - PT .
Trâmite: 03/08/2005

Ementa Dispõe sobre a obrigatoriedade da Prefeitura de Joinville em identificar quem foram os cidadãos, e qual o significado das datas ou expressões que dão nome às ruas, praças, escolas e demais monumentos e prédios públicos de Joinville.

Essa é boa: imagina a descrição escrita embaixo da placa da rua: "Cabo eleitoral do prefeito Luís Gomes" ou "Ator da rede Globo".

Situação: Entrada
Autor: VereadorMarco Aurélio Marcucci - PSDB .
Trâmite: 09/11/2005

Ementa Institui a "Semana Municipal do Acadêmico Universitário".

Sem comentários.

Situação: Parecer
Autor: VereadorMarco Aurélio Marcucci - PSDB .
Trâmite: 07/12/2005
Ementa Disciplina a circulação de veículos de tração animal no Município de Joinville e dá outras providências.
Texto Art. 1º - Fica disciplinada a circulação de veículos de tração animal, no âmbito do Município de Joinville.
§ 1º - Para os fins desta Lei, são considerados veículos de tração animal qualquer meio de transporte de carga (carroças e similares).
Art. 2º - Fica proibido o emprego e circulação de veículos de tração animal, a condução de animais com carga e o trânsito montado, independente de carga, nos seguintes locais existentes no Município de Joinville:
I – no perímetro urbano centralIII – em toda área definida por regulamento como via de trânsito que possa oferecer perigo de acidente;
§ 1º - Ficam excluídos da proibição contida no ‘’caput ’’ deste artigo o emprego de animais pelo Exército Brasileiro, Corpo de Bombeiros e pala Policia Militar de Joinville, em qualquer situação, e o uso de animais em exposição e em atividades desportivas, cívicas, religiosas ou de lazer e diversão públicas, organizadas por associações próprias devidamente legalizadas.
Art. 3º - Fica proibido o uso de chicotes, aguilhão ou qualquer tipo de instrumento que possa causar sofrimento ou dor ao animal, independente de estar em área regulamentada por lei, podendo ser apreendido nesses casos ou na hipótese do animal estar em visível má condição de saúde.
Art. 4º - A guarda do veículo e animal quando apreendidos são de responsabilidade da Companhia de Desenvolvimento Urbanização de Joinville – Conurb e da Polícia Militar quando possuir segmento de cavalaria.
Parágrafo único – Fica a guarda municipal, os fiscais municipais e a Polícia Militar responsáveis pelo transporte do veículo até o pátio de Companhia de Desenvolvimento e Urbanização de Joinville – Conurb ou à cavalaria da Polícia Militar.
Art. 5º - Os animais apreendidos em virtude do disposto nesta Lei poderão sofrer qualquer das destinações previstas no artigo 8° da Lei Complementar 149/2003, de 21 de novembro de 2003, à critério do órgão responsável,inclusive doação a Polícia Militar em caso de não reclamações pelo infrator em 90 dias da data da autuação
§ 1° - Quando o órgão responsável decidir pelo leilão do animal, só poderá fazê-lo em região do Município, com características rurais, devendo o comprador comprometer-se a manter o animal nas condições estabelecidas nesta Lei.
Art. 6º - As infrações aos preceitos desta Lei serão punidas com as seguintes penalidades
I – apreensão provisória do veículo e animal;
II – apreensão definitiva do veículo e animal;

Caralho, o Marcussi é campeão. Desde quando existem carroças em Jacu City ( e olha que não estou contado os Chevettes e Fuscas da vida). No Profipo têm, no Cubatão, no Itinga, no Edilene, no Adhemar, no Paraíso, no Morro do Meio, no Panagua, em Pira City, até mesmo na Comasa, no Espinheiros, no Nova Brasília e no Vila Nova podem existir carroças, mas em Jacu City não. Tração animal conta como aqueles carroceiros catadores de detritos recicláveis que passeiam na Nove de Março e na João Colin, na frente dos turistas? Neste caso, o vereador acertou em cheio o verdadeiro alvo de sua ira. Quanto aos bicinhos de verdade, o que diabos quer dizer 'Maus tratos ao animal'? Qual deles escolheu por livre e expontânea vontade puxar carroças e carregar os outros nas costas?


Resposta: eu, você e todos aqueles que votaram para vereador alguma vez na vida.

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Porque os donos de empresas de transporte coletivo urbano não pagam passagem no ônibus?




Saiu no Jacú Notícia: "As empresas de transporte coletivo de Jacú City - Girion e Transtudo - pediram reajuste de 14,5% na passagem de ônibus urbano. O que significaria a tarifa passar de R$ 1,85 para R$ 2,12. Preliminarmente, a prefeitura rejeita a proposta. Analisa a planilha de custos em janeiro. Historicamente, os aumentos costumavam ocorrer entre o Natal e o Ano Novo". Caralho, a passagem nao vai subir? Era só o que faltava! Não vai ter quebra pau que nem o de Recife e o de Goiania em Jacu City por causa do aumento da tarifa? Se ela não aumentar (o que é pouco provável), como vamos arrigimentar os estudantes da Unicú, todos em trabalho de Campo em Jacú Beach (menos o Negão que é pobre e foi pro Ervino) para demonstrarem nas ruas sua frustração pelo reajuste?
Senhor Teobaldo, a passagem têm que aumetar, e já! Faça algo antes que os unicúsitários voltem da praia. A planilha que prova por A+B que a coisa tá feia pras empresas pode ser acessada no link abaixo:
Se alguém se deu ao trabalho de ler esta porcariada matemática (contabilística), vai ver que:
Nós pagamos pelos ônibus velhos em valor atual (tabela a);
O valor dos salários dos motoristas e demais funcionários é tão ridículo que não sei porque colocam na planilha; o salário do motorista é 825 reais, mas nas negociações sindicais consta o valor de 1.175,00...
Estamos pagando pela demissão de mais de 400 funcionários, em troca daquela porra amarela que só dá problema;
Estamos pagando por problemas decorrentes com câmaras de ar e pneus danificados pela operação dos veículos, que sempre (sempre) são cobrados do pobre coitado que o estragou;
Estamos pagando pelo envelhecimento dos veículos, o que significa mais manutenção; assim sendo, quanto mais ônibus velhos e desconfortáveis rodam, mais nós pagamos e menos recebemos em troca, já que as empresas não renovam a frota e consequentemente só lucram com isso (além de cobrarem os ônibus como novos na planilha);
O custo de toda a planilha mostra que um passageiro deveria pagar 1,86 reais por passagem para que o sistema de transporte torne-se viável; se a passagem hoje custa 1,85, as empresas estão no vermelho (coitadinhas) e mantém o sistema funcionando mesmo com o prejuízo, porque são altruistas e se preocupam com o bem estar dos habitantes de Jacú City;
Nos últimos três anos as empresas só tiveram quedas: queda na qualidade do serviço ( se o serviço fosse bom, os donos das empresas e a diretoria em geral iria de ônibus pra garagem, já que eles não pagam passagem), nos lucros operacionais, no número de passageiros, no número de funcionários, mas a frota cresceu e nunca existiram tantas linhas de ônibus (em compensação os horários diminuíram); Como é possível este milagre? Quem está pagando a conta, já que o sistema não se sustenta por si só?
E por fim: se esta porra de negócio só dá prejuízo, incomodação e dor de cabeça, PORQUE nossos amados empresários do setor de transporte não desistem e dão lugar a outros pobres e inocentes proprietário de empresas de ônibus? Simples: eles teriam que pagar passagem quando andassem de ônibus.