sexta-feira, agosto 04, 2006

Chegaram os novos uniformes da Rede Estadual de Ensino - Alunos comemoram

Possível propaganda do governo de Jacú State, enfatizando seus feitos na área da educação.


O governador de Jacú State, também prefeito de Jacú City, senhor LHS, recentemente enviou ao nosso querido colégio do PROFIPO as novas levas de uniforme escolar. Claro que foi recebido com festa pela carente população local, que não vê a hora de fantasiar seus filhos com aquela roupa de palhaço verde-abacate, onde só faltou escrever o número 15 bem grande e as legendas de apoio ao governator. Numa pesquisa em sala hoje, durante a aula de Estágio, 90 por cento dos alunos responderam que como o governo estadual os está fazendo de palhaços, ao interditar seu colégio, modificar seu horário de aula, organizar aulas durante o período entre 12:00 e 15:00 sem direito a intervalo ou merenda, fazendo os professores trabalharem 6 horas seguidas sem pausa, em um colégio emprestado, vindo em ônibus lotados com até 80 alunos em cada um, nada mais justo, em sua opinião, que vestirem-se como palhaços, o que de fato está acontecendo.
Qualidade na educação é isso aí! Vivam os PCNs! Viva a imbecilidade humana! Viva o projeto de educação para todos e os projetos de ensino!

Em destaque: o projeto de uniforme para a rede estadual, em especial para os colégios da periferia interditados pela Vigilância.



Em destaque: transporte escolar é isso aí, ó.



Em destaque: um projeto para a educação catarinense: fodam-se os pobres

quarta-feira, maio 31, 2006

Concurso faça você também parte do Universo Unicú - Crie sua própria placa de aviso aos novos unicússitários





Recentemente e sem aviso, a sede imperial do Universo Unicú conhecida por reitoria, governada pelo supremo chanceler Lord Reitor resolveu melhorar as condições de segurança de nossa amada universidade. A solução natural encontrada por esta augusta instituição educativa foi trancar-nos atrás de umas portas pantográficas, e quem sabe cercar o campus com cerca elétrica e fosso, num futuro próximo.
A gaiolização do universo Unicú já não é de hoje: desde a revolta de 30 de outubro de 2003, contra o aumento das mensalidades (que como sempre não deu em nada, exceto em meter medo na sede imperial) que a nossa renomada instituição educacional vem se preparando para deixar do lado de fora aqueles que não podem pagar por ela: descentralização da cobrança das mensalidades em favor de uma empresa especializada, colocação de câmeras de segurança por todo o campus, vigiando qualquer atividade estudantil não autorizada, segregação de alunos ou estudantes de outras instituições, ao exigir um passe para se entrar na biblioteca universitária, tentativa de cobrança, por parte de empresa terceirizada, do estacionamento em via pública efetuado nas dependências da Unicú.
Como não podíamos deixar de perceber isto, e como meu interesse permanece inalterado, a saber, analisar as peculiaridades culturais de Jacú City, à luz do conhecimento estabelecido pela nossa vivência na Unicú, estamos encampando um movimento cujo objetivo é desenvolver as placas de advertência e avisos que serão pregados ao redor de todo o campus, e que farão parte de nossa estratégia de marketing cujo objetivo é manter os pobres e os ferrados bem longe deste educandário superior.

quarta-feira, maio 10, 2006

Aconteceu na UNICÚ - EREH VIII Sul - Mal entendido religioso?






Tendo acompanhado as discussões em torno da presença de dois integrantes identificados como neonazistas no Encontro Regional dos Estudantes de História, o EREH VIII, realizado pela UNICÚ, e percebendo que ambos os lados tem argumentos convincentes a respeito do caso, é interessante afirmar que pessoalmente acredito que tudo isso não passa de um mal-entendido. Afinal, os estudantes com a suástica no peito não eram nazistas: eram adoradores de Krishna, ou partidários da independência da Ilha de Man, na Grã Bretanha. Apenas foram mal compreendidos. Afinal, a cruz gamada é encontrada em dezenas de culturas, desde a Grécia, Índia, os Astecas, os Hopi, os Celtas, entre outros.
Pelo menos, esta é nossa opinião. Mas se querem uma discussão séria e respeito do que acredito que aconteceu no EREH, aqui vai: primeiro, dois estudantes de história, cuja identidade é dispensável, identificaram-se no encontro como neonazistas, blá, blá, blá. Segundo, estes estudantes foram hostilizados pelos demais participantes, o que causou certo desconforto no grupo. Terceiro, na plenária final, propos-se o afastamento ou a proibição de que pessoas ligadas a grupos extremistas como nazistas e white-power participem destes encontros. Quarto, durante a votação, vários estudantes defenderam a pluralidade de idéias e de opiniões, e o direito delas se manifestarem, e não, como afirmam alguns sensacionalistas sul rio grandenses, os dois estudantes em si. Quinto, devido à repercussão, não tive aula na terça, e isso me deixou muito irritado, e por isso estou escrevendo hoje.
O fato principal parece ser a defesa ou não dos dois ditos extremistas pelos estudantes. Afinal, pega mal defender quem quer que seja, ou mesmo a dar a eles o direito de resposta a qualquer acusação. Afinal de contas, Hitler foi um genocida, um autêntico assassino de massas. Até aí, nada de mais. Mas Mao Tse Tung e Reagan, defendidos por grupos ligados à extrema esquerda e à extrema direita também não foram? Essa é a primeira questão. Se eu me identificasse como maoista, stalinista ou mesmo reaganista, seria proibido de participar do EREH e defender minhas odiosas idéias sobre a supremacia do branco anglo saxão protestante, ou sobre o papel dos Estados Unidos no mundo de hoje, que é levar a democracia do porrete aos povos oprimidos?
A segunda questão refere-se ao direito ou não de proibir estas idéias. A declaração universal dos Direitos do Homem e do Cidadão, da qual o Brasil é signatário, afirma em seu artigo sétimo:

Todos são iguais perante a lei e tem direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos tem direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação
No artigo dezoito, ela é mais enfática ainda:
Todo o homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observâcia, isolada ou coletivamente, em público ou em particular.
Sabem para que servem estes dois artigos? Sabem por que nós achamos que é correto que todos os seres humanos, por mais estranhas que sejam suas crenças, tem o direito de segui-las? Porque ninguém possui o monopólio da verdade. Afinal, a declaração foi uma resposta aos regimes totalitários que destruiram a Europa durante a Segunda Grande Guerra. A declaração deveria nos defender de governos despóticos, organizações que cerceiam nossos direitos.
É claro que, quando a questão é o direito de difundir idéias como consumismo e propriedade, todos são unânimes em defender seu direito. Se por acaso o governo sob o qual vivemos decidisse nos privar destes direitos, não haveria uma reação, embasada na ideologia traduzida na declaração? Também fica claro que, quando as idéias a serem cerceadas em questão pertencem a grupos minoritários ou que defendem ideologias particularmente impopulares, somos unânimes em afirmar que um pouco de censura não faria mal nenhum.
Thomas Jefferson afirmava que o governo que quer defender a ordem retirando um pouco da liberdade, acabará por perder as duas. Isso significa que se queremos salvaguardar nossas conquistas e direitos, teremos que aceitar que existem pessoas a quem chamamos de extremistas que, se pudessem, nos tirariam estes mesmos direitos. Isso também significa que, para nos mantermos coerentes com nossas crenças, somos obrigados a aceitar as crenças dos outros. Sagan afirmava que o melhor remédio contra um argumento falacioso não é a censura, é um argumento melhor. Ampliando um pouco mais esta discussão, poderíamos afirmar que se assegurarmos o direito das pessoas à plena aplicação do artigo vinte seis da Declaração, não precisaremos nos preocupar. Não sabe qual é o artigo vinte e seis? Tudo bem, aí vai
Todo o homem tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnicrofissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito. A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos do homem e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos, e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz.III) Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos.
Senhores estudantes gaúchos, aqueles que pensam que o Guaíba é um rio, e que Vargas, Goulart e Geisel foram grandes presidentes, ampliem um pouco mais o seu universo de formação. Leiam filosofia, literatura, leis, e não apenas Marx, Lenin e Trotski, notáveis cerceadores de liberdade, caso contrário, poderão realmente converter-se ao nazismo. Ampliem seus horizontes intelectuais e não precisarão se preocupar com o fato de que dois caras defenderam sua ideologia a um grupo pretensamente bem instruído e capaz de tomar suas próprias decisões. Quando se discute liberdade de expressão, significa exatamente isto, e não defesa de regimes totalitários e opiniões controversas. Se não defendermos este direito, e estende-lo a outros, independente de quem sejam, faremos exatamente aquilo que condenamos neles.

terça-feira, abril 18, 2006

Teobaldo vai entregar Itoupava Açú para Schroeder!





Em uma manobra por trás dos bastidores, atentando contra a soberania de Jacú City e sua integridade territorial, o vice-prefeito Teobaldo (o titular é governador de Jacú State) decidiu entregar o bairro de Itoupava Açú (sabe onde é?) ao vizinho município de Schroeder. E ninguém foi às ruas para protestar contra tamanha infâmia! Se sobe a passagem de ônibus, reclamam; se vão fechar a Cipla, reclamam; se aprovam uma lei proibindo o estacionamento em cima da faixa de pedestres, reclamam, porque ninguém protesta contra a entrega de tão rico território aos imperialistas do Itapocu?
A região toda está em disputa desde que Guaramirim e Schroeder se emanciparam de Jacú City, na década de 50. Tecnicamente, Itoupava-Açú seria um pedaço do Vila Nova, caso tivesse alguma estrada pra lá (tem a estrada dos Macaquinhos, mas essa não conta). Não possui linha de ônibus, a luz, a água e o telefone vêm de Schroeder e quem não trabalha por ali mesmo vai até Jaraguá do Sul para buscar o leite das crianças. Com pouco mais de novecentos habitantes, era de se esperar que a região não despertasse nenhum interesse aos políticos locais. Mas então, qual seria o excuso objetivo dos políticos de Schroeder?
O objetivo dos invasores vizinhos do vale do Itapocu é controlar os manaciais de água existentes na região. Por influência do prefeito de Santa Catarina e de Jacú City, o senhor LHS, os prefeitos da região deveriam entrar em um acordo para dividir responsabilidades. O problema maior é que como a água é municipalizada nas regiões, mais recentemente em Jacú City, os mananciais acabarão nas mãos da Casan, aquele ser mítico responsável por dez entre dez buracos nas ruas da região. Assim, sugerimos que a Canarinho, do senhor Bog, faça o transporte; a Casan, dos amiguinhos do governator, fique com a água, e que a prefeitura de Schoereder, que não tem nada a ganhar com isso, pague a conta.

Contra o imperialismo dos povos do vale do Itapocu!

segunda-feira, março 27, 2006

Manual do Usuário do Sistema Integrado de Transporte Coletivo Urbano de Jacú City




Devido aos dezenas de milhares de e-mails e cartas iradas para esta redação, indignados com o fato extremo deste colunista ter se atrevido a andar de Pega Fácil, estamos disponibilizando aos usuários do Outro sistema um manual de sobrevivência.

Unidade Um - Preparativos para esperar a condução

1)Ao acordar, às duas da manhã, você toma café, se arruma e vai esperar o zarco no ponto mais próximo. Após quinze minutos de espera, você dispara esta para o coitado que está ao seu lado:

a) Esta merda de ônibus sempre demora assim, é?
b) Sabe aonde têm algum ponto de moto-taxi?
c) Juro que este ano ainda eu começo o consórcio de uma Titan.

2) Às seis horas da tarde o Paranaguamirim via Rio Velho passa em seu ponto e não para. Atrás dele, vêm o micro-ônibus que faz a linha do Morro do Amaral, socado até não poder mais. Ao chegar ao terminal do Itaum, você vai:

a) Ao banheiro vomitar.
b) A cabine do porteiro, que não tem nada a ver com a história, reclamar.
c) Correr pra não perder o João Ramalho, que é o último, e depois só 9 horas.

3) Ao chegar no ponto, o ônibus já está apontando lá na rua quando você percebe que esqueceu de desligar o secador de cabelos da tomada. O que você diz pro motorista?

a) Segura um pouquinho que eu vou ali no bar trocar esta nota de 50 e já volto;
b) Bom dia, dá pra esperar um pouquinho enquanto eu vou lá em casa desligar o secador de cabelos?
c) Se não esperar, eu te entrego.

4) Uma velhinha de oitenta anos pede a sua ajuda para carregar o rancho do mês, já que ela não paga passagem e pode comprar tudo lá no Angeloni. Você:

a) Entra com as compras da velhinha pela porta de trás, e já fica por ali.
b) Desculpa-se com ela, mas seu ônibus é o outro, que vai pro lado oposto da cidade.
c) Manda a velha se catar, deixar de ser Jacú e passar a comprar no seu bairro, em vez de ficar passeando de ônibus pela cidade, sobrecarregando as empresas de transporte coletivo e o bolso do usuário pagante.

Unidade Dois - Durante a viagem

1) Um senhor de cerca de noventa anos, cego, surdo, mudo, paralítico e esclerosado entra no ônibus, e o único banco vago para portadores de necessidades especiais é aquele que você ocupa. Você:

a) Vira pro lado, começa a roncar e até baba.
b) Tira um livro da mala e finge que lê até o final da viagem.
c) Começa a discutir com os outros passageiros sobre a palavra preferencial, que designa o seu assento, e convece a todos que a preferência é sempre de quem chega primeiro.

2) O ônibus está abarrotado até o teto, e você está sentado lá na frente, precisando descer no próximo ponto. Você:

a) Fala com o motorista, solta dois real na mão dele e desce pela frente mesmo.
b) Passa a catraca, empurra meio mundo e vai dizendo: vamo dá um passinho pra trás, por favor...
c) Desce quando o ônibus voltar, já que ele é circular.

3) Seis horas da tarde, terminal do centro, nada de aparecer o Tupy Norte que vai levá-lo para a Unicú. O que parecia ser uma espera solitária torna-se um inferno quando umas duzentas pessoas esperam pela mesma condução. Como conseguir um lugar DENTRO do ônibus?

a) Abre os braços e fica acompanhando o movimento do ônibus, enquanto o FDP do motorista manobra;
b) Mete a mãozona no corrimão e já vai entrando, sem esperar pela descida dos demais passageiros;
c) Não entra e pega o Linha Direta que para logo atrás, e ainda por cima não avisa ninguém, que é pra esse povo parar de ser jacú.

4) Lugar de bilhete usado é:

a) Na janela.
b) No chão.
c) Em casa, sou colecionador.

5) Qual destes itens é proibido consumir dentro de um ônibus lotado?

a) Tangerina.
b) Sorvetão Americano.
c) Biluzitos.

6) Qual o pior horário para se utilizar do sitema de transporte coletivo, devido à sua precariedade?

a) Entre 1 hora e 4 horas da manhã.
b) Entre 4 horas da manhã e meia noite.
c) Ambas as alternativas estão corretas.

7) Quem deveria pagar pelo passe livre dos estudantes? (essa é pro MJD)

a) O Bogo e o Harger (há, há, há...).
b) A prefeitura Municipal, em parceria com o governo Estadual e a União (há, há, há...).
c) Se é livre, porque pagar?

Esperamos que este singelo questionário tenha resolvido suas dúvidas mais freqüentes sobre o Sistema Integrado de Transporte Coletivo Urbano de Joinville. Em breve, teremos um manual de sobrevivência do ciclista, se o demolidor da moral deixar de ser vadio e escreve-lo.